Emigração

Tenho de acabar com esta brincadeira de gozar com os emigrantes. Também eu e o Peter Pan fazemos parte dessa comunidade. Mais por vontade do que necessidade.
Mas regozijo de prazer ao fazer as minhas amigas benzerem-se quando digo que desta vez vou de férias até Portugal em Agosto, de Audi, com a bandeira portuguesa pintada no capot do carro.
Não, isso nunca vai acontecer. Mas é muito divertido ver o quanto as pessoas confiam na minha capacidade de desgraça. Ou simplesmente acharem que somos loucos os dois para fazermos tal coisa.

Uma das minhas melhores amigas emigrou pouco antes de mim. E a sacana já vai costurando o francês no meio do português. Ou simplesmente assume que toda a gente entende os assuntos lá da região.
Um dos meus passatempos favoritos é assistir aos vídeos que ela me manda com o namorado por trás a gritar: “isso não é assim que se diz!” ou coisas como “achas que as moças percebem o que isso significa?”.
A ele ainda lhe resta uma veia portuguesa, quanto a ela já tenho dúvidas.

Quanto a nós, ainda me é muito difícil definir. Tenho muitas saudades, sem serem as suficientes para voltar para casa. O Peter Pan sente demasiadas saudades, para serem o suficiente para voltar para casa.
Creio que vivemos meio-meio. A coração ali, a cabeça por acolá. E em casa, esse mesmo sentimento perdura.
Só se está bem onde não se está não é verdade?

Mas não fecho as portas, quem sabe um dia voltaremos para Portugal. Talvez mudemos de país. Não ponho as mãos no fogo em como não mudaremos de país mais do que uma vez. Sou uma cidadã do mundo, e tenho o maior orgulho disso.

Rękawice

Algo está muito errado com as capacidades linguísticas do Peter Pan. Ou então está numa fase poliglota.

Precisava de me lembrar da palavra luvas, olhava para as duas mãos abertas e quase que procurava a resposta escrita nas mesmas. Não me conseguia lembrar da palavra nem em português, inglês, espanhol ou na língua cá do sítio. Um bloqueio mental estúpido.

– Como se chama aquilo que se enfia nas mãos? – disse eu com ar de quem tinha visto Judas, sempre com as duas mãos erguidas ao céu, como que orando pela resposta.
Ele também ficou na dúvida, mais pela surpresa da pergunta.
– A sério, não estou a gozar. Não consigo lembrar-me em língua nenhuma!
– Em polaco sei dizer!
– Então diz lá, já agora. – disse eu com o meu ar trocista a fervilhar.

Ele lá disse a palavra que eu jamais saberei pronunciar e traduzi a palavra luvas – sim, depois lá me lembrei – de português para polaco e bateu certo com o grunhido que ele deu.
Contei à minha amiga polaca, ainda numa de desconfiada: ele acertou mesmo…

Desejos para 2017

Toda a gente tem esperança que na noite de ano novo, ao devorar as passas como se não houvesse amanhã (quanto mais próximo ano), os seus desejos sejam ouvidos.
Os pedidos são variados e de diversas categorias de criatividade: comprar uma casa, ter saúde, receber um BMW novinho em folha, acabar o curso, ter um filho, ganhar uma porradona de dinheiro, nunca mais fazer nada na vida.

O meu desejo para 2017 é, sem sombra de dúvida, passar a dar os parabéns no facebook ao pessoal. Epa é que sou mesmo abaixo de péssima nisso… Esqueço-me!
Depois os amigos começam todos a postar fotos com grandes testemunhos de amor e carinho uns por os outros, e eu penso: “eu nem tenho nenhuma fotografia com esta gaja… e agora escrevo o quê!?” E acabo por pensar demasiado no assunto e não desejar felicidades.

E depois há as mesquinharias:
– Não me deste os parabéns no facebook…
– Mas dei-te pessoalmente!
– Não interessa, até a minha tia que me ligou da Suíça, pediu ao meu primo para escrever no facebook por ela. E com uma fotografia nossa e tudo. No Algarve, quando vieram todos no Mercedes de férias em Agosto.

Mas tenho de admitir que estou a ser um pouco hipócrita, pois adoro receber mensagens de parabéns. Inclusivamente no facebook.
Fica a promessa de presentear os meus mais queridos também com a mesma atenção que me dão no devido dia.

Por isso, faço deste ano, O ANO das felicitações virtuais. Este é o meu objectivo para 2017!
Fica o grande sacrifício e compromisso de dar os parabéns no facebook a toda a gente.

Ah, e já agora: Feliz 2017 para todos, boas entradas, um bom ano novo cheio de conquistas e com direito a alcançar tudo o que mais desejam.
Digam lá que não sou uma jóia de pessoa!

O creme do Peter Pan

O Peter Pan é meio preguiçoso com a sua rotina de pele.
Diz que não tem tempo, que o aborrece, que não gosta de ficar com resíduos de creme na mãos.

Dei-lhe a experimentar todos os tipos de cremes que possam existir. Hidratantes, com antioxidantes, cremes anti-aging, mais cremosos, mais textura em gel, cremes de homem, de mulher, e obviamente…. Os meus.

Ele dizia que nada resultava. Não gostava de nada, não tinha paciência para mais experiências e que qualquer coisa chegava (mas acabava por nunca usar coisa nenhuma).
Mas a pele dele implorava por hidratação e continuava a querer escamar, e os 30 não perdoam e as rugas já lá estão…

Percebi que ele gosta de cremes com doseador, o que é bastante popular entre os homens, porque não tem de enfiar as mãos no frasco e é mais fácil controlar a quantidade que tem de usar. A sensação de a pele não absorver o creme rápido é também algo que o incomoda. Senti que era minha missão encontrar algo que preenche-se os requisitos.

Arranjei o Toleriane da marca La Roche-Posay para peles sensíveis, e funcionou em todos os requisitos que o agradavam: doseador, textura leve e facilmente absorvido pela pele.
Mas começámos a perceber que não tinha hidratação suficiente. E o desleixo voltou a surgir.
Foi aí, que resolvi mudar a estratégia, e usar tudo num só produto.

Depois de alguma investigação e investimento achei a bomba das bombas: Prevage Anti-Aging Moisture Lotion Broad Spectrum sunscreen SPF 30 da marca Elizabeth Arden. O nome é tão longo quanto a quantidade de maravilhas que este miminho traz.
Vamos lá começar: este sim é literalmente o “crème de la crème”.
Hidratante, textura suave e leve, e com doseador. Check, check e check para todas as exigências do Peter Pan. Melhora a aparência da falta de hidratação da pele ao mesmo tempo que a protege dos danos do sol. Este creme é facilmente absorvido pela pele deixando-a mais radiante e firme.
Sim, este creme é anti-rugas (pois o coitado já tem algumas linhas) mas pode ser usado a partir dos 25 anos. Para além de protector solar 30, que ajuda não só a proteger a pele contra as queimaduras causadas pelo sol, mas também combate o envelhecimento das células e cancro da pele.
Quero preservar ao máximo este creme para o Peter Pan, porque sei que ele gosta. Mas já o experimentei e às vezes, para sair de casa à pressa, uso um pump e lá vou eu.

Acabo de telefonar ao Peter Pan para perguntar a sua opinião sobre o creme: “Hum…” (imagino-o a encolher os ombros) “É bom, pronto.”
Um creme desta categoria e preço e ele responde-me: “tá bom.” Há que ter paciência.
O desleixo desta reposta faz com que tenha de dar a minha: um espectáculo! A pele fica imediatamente hidratada e iluminada. Hidratação essa que consigo sentir ao longo do dia.
Consumidores satisfeitos!

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Redes Sociais

Pessoal isto deu demasiado trabalho para não ser levado a sério… Irra…
A pedido de várias famílias aqui temos os links para as redes sociais do blog, no Instagram e no Facebook!

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Está fresquinho

Em Portugal, diziam-nos: “este frio para vocês não é nada! Vocês estão habituados não é?”
Calem-se, calem-se todos!

Mas há alguém que se habitue a penar!? Eu batia o dente, já meio adoentada. Ligavam um aquecedor, quando o ligavam, e diziam: “está quentinho assim não está?”.
Sim, então não está? Até se deve assemelhar ao outono na Sibéria… Para mim continua frio como nunca na vida.


Levem-me para Punta Cana e aí pode ser que eu diga: já sinto assim meio como que uma temperatura ambiente.
Menos que isso, nem me venham com conversas.

Natal

Estamos quase a chegar ao aeroporto. Vamos passar o natal a casa e já temos tanta coisa combinada e por fazer, que quase é preciso o dobro dos dias dos que vamos lá passar.

Bem, se calhar ainda não chegamos a casa hoje. O voo está atrasado, like always. E com a minha sorte sabe se lá se chego pelo menos dia 24 antes da consoada.

O que será da minha vida se não chegar a tempo de comer rabanadas, filhoses e bacalhau!?

Nas Maldivas, quase atrás das grades

Demorou algum tempo escolher qual seria o sítio perfeito para a nossa lua de mel pois há sempre entraves. Um não gosta de ir aqui, outro não quer ir ali, fica caro, não se gosta da comida, e todo o tipo de coisas afins.
Mas tínhamos bem definido que a nossa lua de mel seria passada no sítio mais especial possível, e sem intenções de voltarmos ao sítio onde fomos felizes, tal como se costuma dizer. E as Maldivas foi o conciliar de tudo o que procurávamos.
Sempre desejámos viajar até lá, e infelizmente, talvez daqui a uns anos nem exista a possiblidade para tal uma vez que as ilhas estão a desaparecer. O que significa que quem sabe, daqui a 50 anos vou estar a contar histórias aos pequenotes, em que a nossa lua de mel foi passada num país que já não existe….

Gosto sempre de pesquisar sobre o sítio para onde vamos de viagem e claro que fiz o mesmo paras a nossa lua de mel. Descobri que as Maldivas são um país muçulmano e como tal , teríamos de respeitar a cultura e religião do país.
A única coisa com que tive de me “preocupar” foi em manter os ombros tapados em lugares públicos como por exemplo no aeroporto. Dentro dos resorts não haveria motivos para preocupações. Os turistas chegam para se divertir e querem aproveitar o paraíso que aquele país oferece. E claro beber álcool, que é proibido fora dos resorts, tal como manda o Islão.

Dois dias depois do nosso casamento, viajámos de forma aventureira e atribulada até às Maldivas.
Chegámos à noitinha e ficámos alojados num hotel em frente à praia, na capital Malé. Só no dia seguinte a meio da tarde, embarcaríamos no Sea Plane até à ilha do resort.

No dia seguinte acordei com o tão desejado calor tropical do qual sentimos tanta falta na Escandinávia. O quarto estava quente, ouvíamos as ondas na praia, o sol a brilhava pela janela. Engoli o pequeno almoço, coisa que não agrada ao Peter Pan, e atravessámos a rua para sentir imediatamente a areia nos pés.
Magnífico, esplendoroso, de perder a respiração. Não consigo escolher uma palavra para definir o quão bonita era a água transparente e tão calma, a areia tão clarinha que quase branca, e sem qualquer outra coisa ao alcance da vista se não a cor azul, o azul do céu e do mar que se juntavam bem lá ao longe.

Sou de nós os dois quem mais gosta de sol, de praia, do calor, e claro que tirei imediatamente o vestido e corri para a água. O Peter Pan pôs-se à sombra de uma palmeira, uns metros atrás de mim, de t-shirt e cheio de afrontamentos. A reclamar do calor e de lhe terem perdido a mala e não ter consigo calções de banho (algo que resolvemos mais tarde). Não podia molhar os calções que tinha vestidos pois seria com os mesmo que iríamos viajar dali a umas horas.
Mas eu ia aproveitar, até porque tinha trazido mais bikinis e vestidos do que realmente precisava e queria dar-lhes uso. Viajei para as Maldivas para aproveitar ao máximo, não para estar enfiada no quarto com o ar condicionado ligado.

Entrei dentro de água até à altura dos joelhos e comecei a aperceber-me que estava ali qualquer coisa estranha. Havia mais turistas na praia, não muitos, mas absolutamente ninguém dentro de água.
Estava informada da existência de tubarões nas Maldivas e ponderei que fosse essa a razão. Mas não fazia sentido, a água estava demasiado calma e transparente, tendo-se total visibilidade sobre o que estava à nossa volta.
Muito intrigada, resolvi sair da água e sentar-me na areia em frente ao mar, a tentar encaixar a peça que faltava no puzzle. Quando me sentei, entraram alguns rapazes locais para dentro de água completamente descontraídos. E eles melhor que ninguém saberiam se era seguro ou não, nadar ou estar ali. Mas – mais uma vez –  apenas locais, nada de turistas.
Perdida entre pensamentos a tentar adivinhar hipóteses para a situação, ouço um assobio.

Olho na direcção para onde o Peter Pan estava sentado, e vejo que está acompanhado por um polícia.
“Veste-te!” – disse-me ele em tom ríspido, quase como que em tom de ordem a soar num momento de aflição.
Completamente confusa, enfio o vestido pela cabeça a baixo o mais rápido que o corpo suado me deixa. Consigo ouvir o Peter Pan perguntar se era permitido ele estar sem t-shirt, ao qual a resposta foi: “Tu podes, ela não.”
Já de vestido, e atordoada com a situação, ainda tenho tempo de ver o polícia dar-me um último olhar de reprovação e continuar o seu caminho.
O que acontece é que a nudez (estar de bikini por exemplo) é ilegal fora dos resorts, uma vez que as Maldivas se regem pela lei corânica. Abreviando a coisa: eu podia ter sido presa. E o meu bikini, foi o suficiente para activar o alarme. Eu. Mulher. De Bikini.

E se eu tivesse sido presa por nudez pública na nossa lua de mel de sonho nas Maldivas? Que sina…
Vá lá que a história acabou em bem, e a única coisa consequência da coisa foi apenas um olhar fulminante e a imagem de vadia com que esse polícia ficou de mim.
Umas algemas cinza não iam combinar nada bem com a minha nova aliança de ouro.

 

Toalhitas desmaquilhantes

Já experimentei todo o tipo de toalhitas desmaquilhantes que possa haver. Já comprei variadíssimas marcas, desde de marcas de supermercado a marcas mais dispendiosa e para diferentes tipos de pele. Umas melhores, outras piores mas andava tudo ali pelo balanço do razoável ou aceitável.

Posso afirmar que andei enganada até agora! Estas toalhitas Garnier Micellar Extra-Gentle Cleasning Wipes são as melhores que já experimentei até hoje. Super suaves, hidratantes e o cheiro é muito agradável sem ser demasiado intenso.
Esteja eu com uma maquilhagem natural ou mais carregada, estas toalhitas fazem sem dúvida um excelente trabalho. Mesmo com o rímel é preciso pouco esforço para o remover. Maquilhagem à prova de água é que não posso comprovar porque não uso.
Sem sombra de dúvida, a minha avaliação/opinião é muito positiva. Consumidora satisfeita!

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“Mas o que escreves é verdade?”

Esta pergunta tem me sido feita com alguma frequência, acham que invento cenários ou imagino personagens.

Sim, meus filhos.
Tudo o que aqui escrevo são situações verídicas, com mais ou menos exageros da minha parte. Vou tendo alguma sorte no meio de tanto azar, e foi por isso que decidi escrever o blog: toda a gente me dizia que tinha demasiadas histórias para contar.

Então por aqui ficam as minhas histórias, que vou partilhando com vocês.