Especialidades gastronómicas internacionais

Estamos a planear uma viagem a Londres.
O Peter Pan decidiu tratar do percurso entre as coisas que queremos ver e fazer. Não que tenha sido ele a propor fazer isso, eu é que lhe disse que tinha de fazer alguma coisa desta vez. Planear dá trabalho, e ele é melhor que eu em encontrar caminhos e localizações e essas coisas. Então pronto, lá lhe saiu um forçado: “ok, eu faço”.

Em vez de se focar na única coisa que lhe tinha sido destinada fazer, foi-se pôr a ler um guia básico para turistas com palavras em inglês de dia a dia, e traços culturais de educação. Devia achar que por estar a demorar muito tempo e a fazer palhaçadas, às tantas eu lá lhe diria num tom aborrecido, que tratava eu do assunto.

Encontrou pratos locais que eram referidos como obrigatórios de se experimentar. Decidiu recitá-los um a um, para se certificar de que eu não fazia nada e muito menos ele. Para garantir que me ia irritando aos poucos, até desistir de lhe pedir para fazer mais coisas.

Lá foi lendo: “fish and chips, …” e eu continuei a ouvir mas tratando de outras coisas que também tinha para fazer, não me ia render.
E por fim leu: “Yorkshire pudding” e olhámos imediatamente um para o outro, a fazer caretas.
Ainda lhe perguntei:
– Será que é bom?
Ao que ele me responde enojado e perplexo:
– Achas!? Pudim com sabor a cão!?

Ele desmanchou-se em gargalhadas enquanto eu abanava a cabeça. Quando acho que já não há mais nada que ele possa dizer que me impressione, acabo sempre por me enganar.
Este homem há de dar comigo em doida.

Um sonho contretizado

Era uma vez uma menina que tinha um sonho. Esse sonho era ter uma paleta Naked.
E um dia, um dia muito longínquo, viu um post de uma blogger portuguesa a comentar o quão fixe era essa mesma paleta que ela tanto sonhava em ter.
Chegou à  Sephora, olhou para a paleta e abriu o sorriso, e depois abriu a carteira e quase que chorou. A ideia de ter uma paleta Naked da Urban Decay era um sonho muito para além das minha possibilidades.
Na verdade, era simplesmente estúpido porque eu nunca me maquilhava. Mas de qualquer forma, aquilo era lindo demais para não ser adquirido.

Depois comecei a trabalhar a no duro e maquilhava-me porque todo o outro mulherio o fazia também. É que não percebia nada daquilo mas fingia bem. Fingia bem mas maquilhava-me tão mal que dói. Mas a culpa não era totalmente minha, eu não fazia mesmo ideia de como o fazer ou como aprender.
Só conseguia ver que elas maquilhadas ficavam lindas, cheias de brilho e eu parecia que tinha ido trabalhar de vir de uma saída à noite, com uma grande ressaca.

Até que uma amiga me começou a corrigir aqui e ali, aconselhou-me a fazer isto e não aquilo. E definitivamente aquilo não, pelo amor de deus, de jeito nenhum.
Mas não se enganem: eu não me sabia maquilhar mas tinha tudo, e comprava montes de coisas que não sabia usar mas achava que por ter as ferramentas ideais ia por milagre aprender.
É o mesmo que me darem as ferramentas do Peter Pan e um motor de carro, “agora arranja!” – era exactamente a mesma situação, com mais ou menos o mesmo nível de perigo.

Fui aprendendo pouco a pouco, comecei mesmo a gostar de me maquilhar, e fui me divertindo e fazendo erros ao mesmo tempo.
Até que vi a Naked à venda por um óptimo preço. Os meus olhos brilharam devido a todo o tempo que eu tinha passado a olhar para aquela paleta e a desejar poder ter uma.
Ainda hesitei entre a Naked 2 e Naked 3, mas tinha de escolher cores mais neutras e fofinhas porque não sou boa o suficiente para trabalhar com as cores da Naked 2.

É definitivamente um dos meu itens de maquilhagem mais amados de sempre! A espera valeu a pena.
Adoro as cores, a pigmentação e a caixa pensada ao detalhe.
A paleta traz não só cores matte como também com brilho, que são a minha perdição. Acho que a paleta traz cores suficientemente bonitas não só para que não quem não quer arriscar, mas também quem se sente pronta e confiante para arrasar com cores mais ousadas.
Arrastei uma amiga comigo nesse dia até à loja e acabou por comprar a Naked Basics que é uma paleta mais pequena de cores matte. Ficou chateada comigo por acabar sempre por ter de comprar qualquer coisa mais cara quando vamos ás compras, mas está super feliz pelo dinheiro investido.
Consumidoras satisfeitas!

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Maturidade

Hoje uma colega disse-me que apesar de sermos da mesma idade, tem sempre a ideia de que sou mais velha que ela. Disse-me isto depois de me ter dito que tinha a pele bonita.
Perguntei-lhe se isso era a maneira educada que tinha arranjado para me dizer que tinha rugas.
Ela riu-se e disse que achasse isso talvez devido à minha maneira de ser, ou por já ser casada.

O que ela não sabe é que com 22 anos comprei um tamagotchi, que andava sempre comigo, e que o alimentava nas aulas da universidade.
A minha amiga gozava-me:
– Mas tu não tens vergonha? És doida?
– Eu não, o bicho tem de comer.

E no trabalho também o deixava na secretaria, ás escondidas (tenho de admitir que aí já sentia um bocado de vergonha) caso acordasse, e precisasse de brincar ou tomar banho.

Andava sempre comigo, queria ser uma mãe dedicada e aprimorada. Até que a criatura morreu.
Se calhar não tinha tanto jeito para a coisa quanto pensava.

Fico feliz em saber que consigo disfarçar esta veia de adolescente muito bem, e que me vão levando como uma senhora que faz justiça à sua postura e idade.
Até me conhecerem bem, claro…

Bolha de espaço pessoal

Fomos jantar com um casal amigo.
O restaurante era daqueles sítios modernos onde terminam o vosso prato, cozinhando à vossa frente. Um barulho dos demónios.

Para matar tempo, enquanto esperávamos pela comida, meti conversa com o namorado da minha amiga:
– Está a correr bem o trabalho?
E ele não me ouviu. Não ouviu nada do que eu disse e quase encostou o nariz no meu, disponível para me dar conversa. Lançou-se para cima da minha cara sem qualquer aviso.
– Não ouvi. – disse o rapaz educadamente. Fiquei desconfortável. Como poderia não estar? Com um polaco de quase 2 metros, 3 vezes mais pesado que eu, quase a dar-me uma cabeçada de tão pertinho que estava de mim.

Quando reparei, estava quase toda dobrada para trás, como que pronta para fazer a ponte que nem ginasta de alta competição.
Não gosto que ocupem o meu espaço pessoal, devia de ser considerando abuso de privacidade. Que estejam tão perto de mim que quase parece estarem a usar a minha boca em vez da deles para falar. Talvez tenha cara de megafone.
Bem, cada um nasce para o que nasce.

Olhei para o Peter Pan, embaraçada com a situação e para tentar safar-me da cena. Queria pedir ajuda e  ser salva daquele embaraço todo mas ele nada.
Percebia-se perfeitamente que o rapaz só estava a tentar ouvir o que eu tinha para lhe dizer. Eu é que lhe tinha feito uma pergunta (uma estúpida pergunta de ocasião, maldita a hora) para dar uma de pinta de acolhedora.Pergunta essa que tinha-se acabado de tornar na minha própria forca.

Voltei a repetir num tom normal, uma vez que ele já estava praticamente a dar-me um beijinho de esquimó, a mesma pergunta.
– O trabalho! Vai bem?
E o óleo do cozinhado dispara ao máximo, pessoas a falar, pratos a serem servidos, copos a brindar.
E mais uma vez ninguém ouviu o que eu disse, quase nem eu própria…
– Desculpa, não ouvi outra vez. – E o rapaz vai de se chegar ainda mais perto, talvez apenas só um milímetro, visto que não havia muito mais espaço para tal manobra do que isso.

Dei dois passos para trás, num sentimento misturado entre vergonha e medo e disse:
– Estou a sentir-me incomodada. Não gosto que as pessoas falem tão perto de mim. Sinto literalmente que estás a invadir a minha pequena bolha de espaço pessoal.
Disse isso ao mesmo tempo que fazia muitos gestos com a mão à roda. Gestos esses que representavam a minha bolha a ser invadida.
Não só para que desta vez ele compreendesse, mas também para ver que quase mal tinha espaço para fazer esse mesmo movimento.

E ele riu-se (devia achar que era piada o garoto) e disse que queria honestamente ouvir-me mas estava tanto barulho que não conseguia. Mas não descolava o focinho da minha frente, a olhar-me nos olhos, postos à minha altura (uma vez que teve de se baixar quase 2 patamares para estar tão perto da minha cara).
– Epa, deixa estar não consigo. Falamos na mesa. Não aguento, é demais para mim.
Rendi-me. Respondi eu agora num tom alto, quando já não havia o barulho do início da terceira guerra mundial na cozinha, e ja não era preciso berrar. Tão típico.

Isso ouviu ele bem, encolheu os ombros e meteu as mãos nos bolsos das calças, sem dar a devida importância ao acontecimento.
Fui me sentar na mesa desolada, derrotada como quem tinha acabado de passar por uma experiência traumatizante.

O cúmulo dos presentes

O Peter Pan sempre me disse que eu era óptima a escolher presentes, mas nunca admitiu que ele era a pior pessoa do mundo a fazê-lo.

Adoro fazer surpresas, ir desvendando aos poucos o que ele gosta e juntar tudo para uma data importante. De o encher de pequenos miminhos, de lhe dar coisas que ele não estava à espera mas que sei que queria muito.

Por o outro lado, ele é péssimo. Antes não acertava nos meus gostos. Depois deixou de me dar prendas por ser demasiado difícil fazer a escolha certa.
Pedi-lhe muitas vezes que me de-se flores e bombons no dia dos namorados… Após 13 anos de vida em conjunto: nada, nunca, jamais.
E depois ainda me diz que eu sou difícil de agradar, mesmo que lhe diga bem explicadinho que gostava de receber. Agora a estratégia é mostrar-lhe o que quero, e diz-me para comprar o que gosto, que ele oferece.

No dia que fizemos 6 meses de aniversário de casamento, sabendo que ele não tinha nada para mim, disse-lhe:
-Peter Pan, tenho uma lembrança para ti por fazermos 6 meses.
Afligiu-se todo, engasgou-se, só lhe fartou tremer. Começou com grandes contos de fadas: que tinha pensado nisso mas que acabou por não ter tempo, que estava muito cansado, e que andava a trabalhar muito.
Com pena da cara de medo do rapaz, lá lhe disse que estava a gozar e que também não tinha nada para ele. A ver se se lembrar para a próxima.

Até que me apaixonei por buldogues franceses e fiz com que ele se apaixonasse também.
Decidimos que um dia teríamos um e até ja escolhemos o nome do bichano.
Cheguei a casa e ofereceu-me uma coleira com o clássico padrão Burberrys e eu quase de desmaiei de excitação! Corri a casa toda ao saltos e tropeções, à procura do meu novo queridinho e… Nada!
– Não sabes que o senhorio não nos deixa ter cães? É só a coleira, pensei que fosses gostar do padrão.

E agora faço o que com aquilo? Uso eu a coleira?

Igualdade de género

Igualdade de género é quase partires os ossos da mão para tentar abrir uma garrafa de Coca-Cola, pedires a um colega (rapaz) se pode abrir por ti e a resposta dele espantadíssimo ser: “A sério?”.

A questão é que foi ele o primeiro a chegar à mesa, se fosse uma rapariga iria pedir exactamente o mesmo.
Estes homens acham-se mesmo importantes.

Eu confesso…

Tenho de confessar que procuro imensas palavras no google antes de publicar posts para vocês. Ou não me lembro como se conjuga o verbo, ou como se escreve a palavra, ou mesmo se a palavra que quero escrever fui eu própria que inventei no meu tão vasto e criativo vocabulário.
Uso uma expressão que uma amiga não aguenta as gargalhadas cada vez que a digo: “Nem sequer nunca”. Como por exemplo: “Eu nem sequer nunca andei de helicóptero.” Desmancha-se, diz que não tem sentido.
Não quero que vocês passem pelo mesmo inferno que eu, a tentar achar significados de certas palavras nos dicionários que encontro no google.
E por isso, sacrifico o tempo que tenho para ver a casa dos segredos, para andar que nem analfabeta no google. Apenas, e exclusivamente por vocês, meus predilectos.
Esta coisa de muito facebook, muito snapchat, falar 3 a 4 línguas por dia mexe muito com as capacidades de uma pessoa.
Por isso se alguma vez se depararem com um erro, com alguma expressão ou erro ortográfico ou gramatical, desculpem lá o incómodo.
A sério, desculpem lá qualquer coisinha.

 

Pessoas Tóxicas

Não tenham medo de se verem livres de pessoas tóxicas da vossa vida. Ninguém precisa de pessoas que vos querem mais mal que bem.

Rodeiem-se de pessoas que gostam de vocês por o que vocês são. Pessoas que querem ver-vos vingar na vida, ganhar batalhas. Prestem atenção aos sinais, são muito claros.
Não arranjem desculpas para quem não pediu perdão.
É preciso maturidade para entender que nem todos os pedidos de desculpas merecem um “não faz mal” em retorno. Quem vai suportar a vossa mágoa e desilusão, no final de contas, são vocês próprios.

Por isso, decidam com muita ponderação, quem merece ter direito a esse vosso sofrimento.
Lembrem-se de que essas mesmas pessoas também se iram livrar de vocês quando já não precisarem. Sem dúvidas, sem hesitações, sem terem em mente o que isso vos causará. Invistam o vosso tempo e dedicação com quem realmente vos dedica o mesmo.

Um dia li qualquer coisa sobre: “experimenta gostar de pessoas que mostrem que te amam”. Na minha opinião, não poderia haver mais frase mais acertada. Aliás talvez pudesse escrever aqui apenas isso é já faria todo o sentido, sem serem necessárias grandes explicações.
Levem isto muito presente em vocês, o facto de que as pessoas que valem a pena vão sempre mas sempre, provar-vos isso sem pedir nada em troca.

Dr Peter Pan

Tal como já partilhei com vocês, nos últimos tempos, alguma medicação têm sido uma parte da minha vida.
Então agora cada vez que me queixo seja do que for, o Peter Pan tem diagnóstico para mim.
Qualquer que seja o sintoma/problema, a culpa é dos medicamentos.

– Peter Pan dói-me as pernas
– É da medicação.

– Estou com queda de cabelo.
– É da medicação.

– Tenho sono.
– É da medicação.

Sinceramente nem sei porque desperdiço o meu tempo e dinheiro no médico, quando tenho o Dr. Peter Pan em casa.
Mas agora até já eu sei, algum dia tinha de aprender.

Mesmo que tropece, caia das escadas abaixo e parta todos os dentes que tenho na boca, o diagnóstico do Dr Peter Pan será sempre “é da medicação”.

Um bâton que é um miminho

Hoje venho dar vos o meu parecer sobre um dos meus batôns favoritos. Esse bâton chama-se Clinique Pop Lip Colour + Primer.

Fiz uma pesquisa no Google sobre a coisa, e eles prometem uma fórmula de textura leve, e através de pouco esforço a cor surge e mantém se intensa devido ao seu primer.
Tenho de dar todos os créditos a este pequenito. A textura é muito suave e sedosa, pigmentação incrível e de longa duração.
Depois de várias experiências com a coisa, aprendi que um lip liner ajuda a manter o contorno perfeito deste bâton, mas podem ser vocês a fazer o julgamento próprio desse detalhe.

Recebo sempre muitos elogios quando uso esta cor, mas foi por coincidência que escolhi a cor número 10 Punch Pop.
Uma amiga queria comprar esta cor e falou-me logo super bem do bâton, pois esta é também a cor predilecta dela. Eu ainda estive de olho no número 9 mas ela disse-me: “experimenta o número dez. Vai ser giro ver a diferença entre loira e morena com a mesma cor.”

Arrisquei, usei, adorei!
Está é a minha cor definitivamente, mas caso tenham gostado do testemunho e queiram procurar noutras cores, também existem!
No caso de terem a pele sensível não tenham medo. A Clinique é uma marca que não usa álcool ou perfume e  é allergy tested. Tenho recomendado outros produtos a amigas com pele problemática e tem resultado com elas, e claro, comigo!
Façam uma pesquisa, mas apenas experimentar na pele vai fazer justiça ao conforto e pigmentação do bichinho.
Consumidora satisfeita!

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